segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Resfriado

Depois da chuva que tomei em SP, sabia que não ia sair dessa sem um resfriado. Até que consegui segurar alguns dias... Depois de uma aula de bike indoor, numa sala fechada com ar condicionado, espirros constantes indicaram o que aconteceria no dia seguinte: cama.

Fiquei acamada no final de semana e, hoje, segunda, um pouco melhor, mas ainda com respiração ruim e garganta péssima, resolvi dar um basta. Vou andar.

Sobre resfriado e exercício físico:

1. Verifique os seus sintomas. Você pode se exercitar se o suor frio limitar-se a sua cabeça, como os incômodos com coriza e dor de garganta. Mas vá com calma se esse incômodo está passando dos espirros. As infecções respiratórias, febre, glândulas inchadas e com dores extremas, são bons motivos para descansar em vez de calçar os tênis.

2. Não exagere. Se você tem um resfriado, pratique exercício para manter um nível de intensidade moderada (ou seja, caminhar ou correr fácil). Os estudos não mostraram quaisquer efeitos negativos do exercício moderado para quem sofre de resfriado comum.

3. Não volte a correr forte rapidamente. Se você está se recuperando de um ataque mais grave de gripe, tenha calma e, gradualmente, volte a treinar depois de pelo menos duas semanas de descanso.

Nós, que somos "fominhas" por corridas, nunca gostamos de ficar fora de "operação" por causa de uma gripe ou similar, especialmente se você está treinando para uma grande corrida, como uma maratona. Aqui estão outras dicas de David C. Nieman para poder aumentar sua imunidade e evitar adoecer:

1. Beber água em abundância. Manter-se hidratado é importante para prevenir a doença, e água é a melhor opção, além de menos dispendioso. Certifique-se de que você está bebendo água durante o dia e também realizando uma hidratação adequada antes, durante e após as corridas;

2. Fazer refeições balanceadas durante o dia. Certifique-se de comer muitas frutas e legumes, que contêm antioxidantes que fortalecem o sistema imunológico e ajudam a impedir resfriados. Além disso, limitar as gorduras saturadas, já que elas diminuem sua imunidade, deixando você mais suscetível a resfriados;

3. Lave as mãos. Certifique-se de lavar as mãos com frequência. A lavagem das mãos é a coisa mais importante que você pode fazer para impedir a propagação da doença;

4. Vá pra cama na hora certa. A privação do sono pode torná-lo mais propenso a resfriados e outras doenças. Ter um bom sono - pelo menos 7 a 8 horas por noite - vai reforçar o seu sistema imunológico.

Bom, dormir é necessário, mas tem vezes que simplesmente não dá. Aí vão algumas dicas para dormir melhor então:

1. Evite aumentar tanto a sua intensidade e sua quilometragem semanal de treinos ao mesmo tempo. Aumente gradualmente a quilometragem, e mantenha nesse nível durante uma semana ou duas, antes de adicionar alguns exercícios de velocidade.

2. Certifique-se de que você está tendo pelo menos um dia de descanso por semana, para evitar o overtraining. Aumentar sua intensidade ou quilometragem muito rapidamente pode desgastar muito suas energias, tornando-o mais suscetível a resfriados e lesões.

3. Se você estiver treinando para uma grande corrida, como uma maratona, é importante reduzir seus treinos na reta final, de duas a três semanas antes de sua prova. Este período de redução gradual permitirá que o seu sistema imunológico se recupere de todo o treinamento duro que você tem feito e irá deixá-lo com menor propensão a um resfriado pré-corrida.

A ideia de que você vai pegar um resfriado, só porque está vestindo roupas molhadas e correndo na chuva é realmente um conto da carochinha. Na verdade, é mais provável pegar um resfriado se você ficar dentro de algum lugar fechado o tempo todo, porque é onde os germes podem prosperar e se espalhar. Assim, quanto mais você pode ficar ao ar livre durante as estações chuvosas, melhor. Claro, ainda é importante se vestir adequadamente para correr no frio para evitar outros problemas, tais como a hipotermia. Com todo aquele calor das salas e frequentadores suados, as academias podem ser o terreno ideal para bactérias e vírus se proliferarem. Fique atento e use sempre sua toalha. Então, viva a ciclovia! Vamos correr curtindo a vista que ainda é o melhor negócio.

FONTE: http://oglobo.globo.com/blogs/pulso/posts/2009/11/09/viva-corrida-ao-ar-livre-239506.asp

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

"A Arte de Insultar"

Existe no mundo apenas um ser mentiroso: o homem. Todos os outros seres são verdadeiros e sinceros, pois mostram-se abertamente como são e manifestam o que sentem. Uma expressão emblemática ou alegórica dessa diferença fundamental é o facto de que todos os animais andam com o seu aspecto natural, o que contribui bastante para a impressão agradável que se tem ao vê-los; especialmente quando se trata de animais livres, tal visão enche o meu coração de alegria. Em contrapartida, devido ao seu vestuário, o ser humano tornou-se uma caricatura, um monstro; o simples facto de vê-lo é ja algo de repugnante, que se destaca até pelo branco da sua pele, tão natural a ele, e pelas consequências repulsivas da sua alimentação à base de carne, que vai contra a natureza, bem como das bebidas alcoólicas, do tabaco, dos excessos e das doenças. Ele surge como uma mácula da natureza!

Arthur Schopenhauer.

Saudades eternas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009








Eternas saudades

Segunda passada, apesar de perceber que minha linda Kiske estava bem malzinha da saúde, não esperava que seria o meu último dia com ela. A passagem dela foi bem triste, mas prefiro lembrar dos bons momentos.
Nasceu no meu quarto (14.03.98), filha de Brenda (cocker spaniel - 1995-2007) e Bob (SRD). Foi a primeira a nascer, seguida de 4 irmãos. Como Brenda não comeu a placenta, meu irmão que teve que cortar. Sempre foi muito agitada, gostava de uma boa comida e ficava alegre em ter a casa cheia. Esperava o último que chegasse em casa ir dormir para dormir também. Fez uma linda amizade com Touro (pitbull). Era ela quem tomava conta da casa. A única da família com dois nomes: Luma Kiske. Apelido era o que não lhe faltava: Lulu, Lu, Luluzinha, Bibi, Princesa, Kiki, Kiki Linda, Kiskinha...
Ela me deu um susto quando caiu do muro da casa onde moro atualmente. Eu vi na hora e fiquei desesperada. Lembro-me de minha mãe, junto comigo, acariciando Kiske e dizendo, com lágrimas nos olhos: "como você a ama! Que linda relação"! ...Verdade. Depois cercamos a frente do muro para que ninguém mais se machucasse. Kiske não teve nada, por sorte.
A doença que contraiu nos deu uma verdadeira rasteira. Eu sabia que minha Bibi não ia suportar ficar internada. Fizemos de tudo para que ficasse poucas horas fora de casa. Nunca vou esquecer do olhar que me deu na sala do médico, com as suas patinhas me segurando pela calça e o seu choro. Sempre vou lembrar da sua alegria, do latido que dava quando eu chegava em casa, da cara de sono ao me acompanhar pra ir dormir, do sorriso que dava quando de longe olhava toda a família reunida.
Deixou saudades. Eternas saudades.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A carne é fraca!

Lembro da reação dos colegas sobre o vídeo que mostrei na faculdade de Direito - A Carne é Fraca... Simplesmente, a maioria não quis ver. Alguns não se interessaram pelo tema, outros viram o início e não quiseram ver as cenas de abate - com medo de se tornarem vegetarianos, rs (palavras deles), enfim.
A professora ganhou o vídeo de presente. Até onde eu saiba, ninguém se tornou vegetariano, talvez a professora, mas todos passaram a entender quando eu saia na "defesa do tatu" (essa é uma longa história!, resultou na capa da minha monografia, desenho que um amigo fez pra mim - foto ao lado).
Recebo, até hoje, e-mails quando acham alguma coisa sobre direito e animais não-humanos ou um velho "lembrei de você" e aí contam um caso de um gato jogado pela janela e daí pra pior. Legal que até tomam atitudes em defender, quando podem. Virei ponto de referência quando querem comentar/reclamar de algo que consideram absurdo. Acho isso ótimo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Máscaras


Minha verdade me difama. Para os outros era preferível as máscaras ao me ver na minha doce e insana loucura. Da lucidez sensata e difamada por alguns.(autor desconhecido)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Segunda sem carne

O que os brasileiros comem no dia a dia? Você ficaria sem 'mistura' uma vez por semana? Motivos há de sobra para atender a este convite, que será feito pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e pela Sociedade Vegetariana Brasileira no dia 03 de outubro, quando será lançada a campanha Segunda sem Carne. A intenção é incentivar as pessoas a deixarem de consumir carne ao menos uma vez por semana, tendo assim benefícios à sua saúde e à saúde do planeta. Ampliar o repertório de alimentos no cardápio das pessoas através de um convite para deixar a carne de lado por um dia e testar novas receitas.

A Campanha já conta com a parceria de entidades como movimento Slow Food São Paulo, Instituto Polis, Revista dos Vegetarianos, Instituto Nina Rosa, Prefeitura de São Lourenço da Serra, Agência de Noticias de Direitos Animais, entre outros. Lançado nos Estados Unidos em 2003, o movimento Meatless Monday (segunda sem carne) vem ganhando adeptos em vários países e ficou famoso quando o beatle Paul McCartney chamou a atenção da mídia ao lançar a campanha na Inglaterra, acompanhado pela filha, a estilista Stela McCartney.

Ao diminuir o consumo de carne reduz-se, ao mesmo tempo, o desperdício de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de habitats e até de biomas inteiros. A pecuária é responsável pela emissão de cerca de 17% dos gases de efeito estufa no planeta. Mais da metade da produção mundial de alimentos é destinada à ração para animais de abate.

Hoje se mata, em cerca de 15 dias, o mesmo número de animais que eram abatidos em um ano na década de 1950 (dados da FAO). Esses animais levam uma vida de sofrimento, medo e privação. Os métodos de criação e abate são cruéis.

Uma dieta sem carne favorece a prevenção de doenças crônicas degenerativas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e diabetes, segundo a Associação Dietética Americana. A redução das carnes, com conseqüente aumento do consumo feijões (leguminosas), frutas, cereais (de preferência integrais) legumes e verduras é preconizada pelo Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde. Segundo a diretriz, os alimentos principais para uma alimentação saudável são os cereais, pães e massas, frutas, legumes e verduras, feijões e outros vegetais ricos em proteína. Cereais (de preferência integrais), frutas, legumes, verduras e feijões devem, em conjunto, fornecer 55 a 75% do total de energia diária da alimentação.

A Campanha é um convite a repensar nossa alimentação cotidiana, muitas vezes pobre em nutrientes pelo simples desconhecimento da variedade de hortaliças e verduras disponíveis. O consumo de comidas prontas, fast food ou similares, facilitou a vida altamente urbanizada dos grandes centros, diminuindo o tempo gasto com a alimentação. O preço de tudo isso é refletido em nossa saúde, também nas experiências de sabor que perdemos. Alimentos prontos, enlatados, cheios de conservantes, todos com o sabor parecido, muitas vezes elaborado sinteticamente. A padronização dos temperos. A restrição das experiências do paladar. O consumo desenfreado e a excessiva praticidade destes alimentos também sugerem o questionamento de como estamos gerenciando nossa saúde e de que maneira estamos educando as próximas gerações para hábitos alimentares mais seguros.

O lançamento acontecerá no Parque Ibirapuera, onde os paulistanos terão acesso a todas estas informações. Na Marquise do Parque haverá um caminho com grandes fichas coloridas, espécie de jogo, onde estarão dispostas informações, receitas e muito mais. As pessoas serão convidadas a percorrer o caminho de tijolos coloridos e entrar em quatro estações temáticas dispostas por este caminho: meio ambiente, ética, saúde e novos sabores.

Haverá exibição de filmes e palestras e apresentação e degustação de comida com a presença de alguns chefs na Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles Orsini, também no Ibirapuera, e serão distribuídos e sorteados brindes como toy arts, receitas, camisetas, aventais e outros. Oficinas do Gosto, promovidas pelo movimento Slow Food, serão promovidas gratuitamente para crianças, onde será possível desenvolver o olfato e conhecer alguns temperos. Haverá degustações no correr dos dois dias, oficina de compostagem doméstica e prática de yoga. O lançamento é nacional, e a campanha é coordenada pela Sociedade Vegetariana Brasileira.


Lançamento da Campanha Segunda sem Carne

Data - 03 e 04 de outubro de 2009
Horário - das 12h às 18h
Local - Parque Ibirapuera - Marquise e Escola Municipal de Astrofísica
Professor Aristóteles Orsini


FONTE: http://www.guiavegano.com.br

Segunda Sem Carne



Lançamento da Campanha Segunda sem Carne

Data - 03 e 04 de outubro de 2009
Horário - das 12h às 18h
Local - Parque Ibirapuera - Marquise e Escola Municipal de Astrofísica
Professor Aristóteles Orsini

Acompanhe a Campanha pelo site, blog e twitter:

http://diasemcarne.wordpress.com/
http://www.svb.org.br/segundasemcarne
http://twitter.com/diasemcarnesp
http://twitter.com/SVBnacional

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os Buracos do Espelho

Arnaldo Antunes
O Globo: 27/07/2009

o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí

pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some

a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve

já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada

o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora

On the ride of my life

Pelo clima do dia, hormônios enlouquecidos, só uma aula de ciclismo indoor, RPM (Raw Power in Motion), para acalmar os ânimos, ou sua falta.

Conheci as aulas de RPM em 2004, quando passava por um momento de múltiplas emoções envolvidas (questões familiares e outras mais), lado emocional devastado. E foi o que me ajudou a suportar todo o peso. 45min de aula, sem pensar em nada, apenas em seguir os comandos e o ritmo da música, já que se trata de uma aula pré-coreografada.

O estilo da música aprendi a gostar nessas aulas e hoje já tenho alguns mixes que fiz download e ouço para correr também. Bom, não sou nenhuma atleta, muito pelo contrário, mas tenho prazer em participar das aulas... Corrida + RPM, combinação perfeita para aliviar o estresse. Quase ninguém acredita quando digo que é minha terapia. Hoje tudo meu gira em torno da bicicleta e da corrida. Se eu estivesse na adolescência, hoje seria ciclista profissional, rs. Não tenho coragem de fazer percurso "outdoor", mas quem sabe um dia... Preciso mais de terapia "indoor" pra chegar lá!

Experience the ride of your life!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O ponto de mutação

Francis Bacon mudou o objetivo da investigação científica: se, antes dele, era a vida em harmonia com a natureza, a compreensão da ordem natural e a sabedoria, a partir de Bacon, o objetivo passou a ser o conhecimento com fins de domínio da natureza.
Para ele, da natureza deviam-se extrair os seus segredos, sob tortura, da mesma forma que se faziam com as mulheres nos julgamentos de bruxas do começo do século XVII. Transformações como esta estavam apenas dando o seu pontapé inicial no controle da natureza, onde o mundo viria a ser tido como uma máquina.

O ponto de mutação - a ciência, a sociedade e a cultura emergente, um livro de Fritjof Capra.

sábado, 15 de agosto de 2009

Pesca cruel e destrutiva

Sabe-se que muitos animais não-humanos estão em risco de extinção e um deles é o tubarão. Uma prática comum de pesca intitulada "finning", chama a atenção pela crueldade.

"Finning" é um tipo de pesca em que há a captura de um tubarão a fim de se cortar a sua barbatana. Após mutilado, é devolvido ao mar, onde acaba morrendo. Tal prática é comum na Ásia. Na culinária chinesa, fazem sopa de barbatana de tubarão, um prato típico nessa região. Alerta-se para o fato de que, como a população chinesa tem crescido, tem aumentado, também, a demanda por sopa de "shark fin".

O "finning", infelizmente, é praticado em diversas partes do mundo. Aqui, no Brasil, é proibido pela portaria 121-N do IBAMA, artigos 2 e 3.

Como ajudar? Comente com seus amigos sobre essa prática cruel e destrutiva. Não freqüente restaurantes que vendem sopa de barbatana de tubarão. Apóie organizações que lutam para salvar a fauna marinha.

Informe-se:

Sea Shepherd Brasil

domingo, 9 de agosto de 2009

Desce dois, desce mais!

Estou lendo o livro "A dieta do vinho", de Roger Corder. Gosto de vinho tinto seco, mas não tenho o costume de bebê-lo diariamente, quer dizer, não tinha, porque, agora, nem que seja uma taça, tenho certeza de que eu vou beber!

O autor ressalta que, além do consumo moderado do vinho - acompanhado das refeições, deve-se procurar manter um estilo de vida saudável, com uma alimentação de melhor qualidade e prática de exercícios físicos.

Aconselho a quem gosta de bebida alcóolica ler esse livro e quem é abstêmio, leia também. Das duas, uma: ou você passará a incluir o vinho na sua dieta alimentar ou passará a consumir mais frutas ricas em flavonóides. Corder dedica um capítulo inteiro falando dos substitutos para o vinho.

O livro apresenta, também, uma seleção de vinhos mais benéficos, receitas e um cardápio para adoção de um estilo alimentar mais saudável.

A foto eu tirei num restaurante, aqui em Salvador: consumo de um bom vinho tinto seco na hora do almoço. Maio/09.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Exemplo a ser seguido

A aluna de biologia, vegetariana, Juliana Itabaiana, de 23 anos, ingressou com uma ação na justiça contra a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a fim de ser dispensada das aulas de prática de dissecção de animais. Ela obteve uma liminar - concedida no dia 06/05/09, pelo juiz Adriano Saldanha Gomes de Oliveira, da 11ª Vara Federal do Rio, alegando objeção de consciência.

Processo nº 2009.51.01.009236-6 1005 - ORDINÁRIA/OUTRAS
Autuado em 27/04/2009

AUTOR: JULIANA ITABAIANA DE OLIVEIRA XAVIER
ADVOGADO: DANIEL BRAGA LOURENCO
RÉU: UFRJ-UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
11ª Vara Federal do Rio de Janeiro - JOSÉ ANTONIO LISBOA NEIVA
Juiz - Decisão: ADRIANO SALDANHA GOMES DE OLIVEIRA
Objetos: ENSINO; RESPONSABILIDADE CIVIL: PA Nº 23079.042949/2008-18

Concluso ao Juiz(a) ADRIANO SALDANHA GOMES DE OLIVEIRA em 28/04/2009 para Decisão SEM LIMINAR por JRJESZ

DECISÃO

JULIANA ITABAIANA DE OLIVEIRA XAVIER propõe ação sob o rito ordinário em face de UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO em que requer a concessão de tutela antecipada que determine à ré que efetive sua inscrição na disciplina "ZOO III" e nas disciplinas supervenientes a que vier ascender pelas aprovações no curso, sendo-lhe assegurada a dispensa das aulas práticas que façam uso de animais, inclusive nas atividades de pesquisa de campo que envolvam lesão ou sacrifício de animais, adotando-se, em substituição, método alternativo de avaliação da demandante para fins de aprovação.

Procuração e documentos às fls. 33/258.

É o relatório. Decido.

A prática de vivisseção com finalidade anatômica é reprovável, embora essa afirmação não conduza necessariamente à existência de crime ambiental.
De todo modo, o que parece fora de dúvida é que o inciso VIII do art. 5º da CRFB assegura a liberdade de convicção filosófica, não sendo possível, por força desta disposição, que a ré obrigue a Autora a participar de tais práticas em oposição a sua convicção filosófica, se ela opta por realizar o respectivo aprendizado anatômico por método alternativo.

Isto posto, ressalvada a obrigação de a Autora realizar aulas ou avaliações práticas de vivisseção somente quando estas tiverem finalidade preponderantemente curativa, defiro a liminar nos termos requeridos na alínea "a" do parágrafo 97 (fl. 28).

Intime-se a ré para cumprimento.

Cite-se.

Publicado no D.O.E. de 06/05/2009, pág. 21/22 (JRJLCK).

FONTE:
Jurid Publicações Eletrônicas

terça-feira, 28 de julho de 2009

Uma luz no fim do túnel

Os países da União Europeia aprovaram a proibição do comércio de produtos derivados da foca, apesar das ameaças do governo do Canadá, um dos grandes exportadores, de denunciar esta decisão ante a Organização Mundial do Comércio (OMC). A decisão foi tomada pelo bloco nesta segunda-feira (27).

O fechamento do mercado europeu a estes produtos, a partir de 2010, se soma aos embargos decretados pelos Estados Unidos e México, principais sócios comerciais do Canadá. Ottawa autoriza todos os anos a matança de 338 mil focas, um número que, segundo as autoridades, não coloca em perigo a sobrevivência da espécie. Canadá, Groenlândia e Namíbia matam 60% das 900 mil focas abatidas a cada ano no mundo.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Linda Campanha


Linda campanha. Gostaria de trazer um para minha casa, mas tenho um cãozinho que não sei se vai gostar da idéia... Já arranjei lar para alguns cães e é uma satisfação enorme poder ajudá-los. Na verdade, gostaria de ter ficado com todos eles, mas, infelizmente, não posso. :(

quinta-feira, 16 de julho de 2009


O 2º EVENTO ANIMAL SOLIDÁRIO acontecerá dia 26/07/2009, a partir das 8h, no Farol da Barra. Conta com o apoio da Pedigree e da Prefeitura de Salvador através do Projeto Rua de Lazer, e é promovido pela ABPA em prol do Abrigo São Francisco de Assis. Colabore doando ração para cães e gatos e material de limpeza para o abrigo!!
Haverá também um bazar beneficente com produtos pet entre outras coisas, feira de doação de filhotes do Abrigo São Francisco, recreação infantil e muita diversão!
Vamos abraçar esta causa! Essa é uma grande oportunidade para você doar ração, medicamentos e material de limpeza para o abrigo!!

Participe!! Divulgue!!!
Os animais do abrigo agradecem!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

rotulagem vegana, ajude a aprovar o pl 01/09

Está para ser aprovada uma lei onde os produtos serão devidamente rotulados quando possuírem ingredientes de origem animal. Ajude a aprová-la. Mais informações em: http://rotulagemvegana.com

terça-feira, 14 de julho de 2009

Coma mais vegetais!


Quem conhece, sabe: lá vai, é vem.
Não tem esse que não sorria.
Buzinas.
- "Vou comer"!
...rs...

Retroceder nunca, render-se jamais!



Deixar para trás velhos hábitos alimentares é difícil. Toda e qualquer dieta alimentar mexe com paladares e formas de pensar o alimento. Sempre tive aversão a carnes servidas cruas ou mal passadas, um gosto muito restrito quanto aos tipos de carnes que comia, além de nunca ter experimentado carnes de caça, por não entender animais como jacaré, coelho, cobra, por exemplo, como alimentos.
Tomei a decisão, há um ano, de não comer mais carne. Pensei que não fosse conseguir. Ocorre que eu já havia iniciado, anos atrás, um processo interno de conscientização não só com relação à reeducação alimentar, mas, e principalmente, com relação a uma ética pela vida. De outras vezes, todas frustradas, tentei seguir uma dieta vegetariana, mas sempre acabava cedendo às tentações da carne. A leitura de artigos sobre alimentação e tantos outros voltados para os direitos dos animais, fez-me ajustar o meu pensamento ao que eu comia.
Eu compartilho a idéia de que para seguir uma dieta vegetariana você deve ir por partes. Uma mudança radical, da noite pro dia, só prejudicaria o organismo e as chances de desistir da dieta aumentariam. Eu já passei um tempo só comendo carne de peixe, por exemplo. Hoje sou ovo-lacto-vegetariana. Sair dessa fase pra mim está sendo a mais difícil, por isso estou procurando ler mais a respeito.

segunda-feira, 15 de junho de 2009


12 Vegan Festival - 22 a 25 de julho de 2009 - PUC-Rio


Venha conhecer o estilo de vida vegano e assuma as rédeas da própria vida: seja a mudança que você quer ver no mundo!


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pessoa da floresta

Orangotangos adultos têm sido mortos para que os bêbes sejam capturados e vendidos como animais domésticos.

terça-feira, 9 de junho de 2009



A PETA está em campanha para acabar com o massacre de focas, no Canadá, que se dá, anualmente, durante o período de caças. "Os ambientalistas usaram uma paródia do logo das Olimpíadas de inverno de 2010 de Vancouver que mostrava um caçador atingindo um filhote de foca. De acordo com os organizadores do protesto, cerca de 338.200 focas, a maioria filhotes, serão abatidas durante a temporada de caça"(Fonte: Estadão Online). Quer ajudar?

Faça isso agora >>> Help End the Canadian Seal Slaughter.

domingo, 7 de junho de 2009




Foto que achei, pesquisando no Google, que expressa todo o meu sentimento para com o mundo hoje.
O Estado da Bahia é apontado como principal rota para o tráfico de animais, contabilizando 53% das apreensões no Brasil, notícia veiculada no jornal A Tarde de hoje. Imaginei escrever algo sobre isso, mas estou cada vez mais desacreditada no ser humano. Acredito, apenas, no que eu estou construindo, individualmente, o que não significa nada. Que algum dia (com certeza, não estarei viva para ver isso – e muitas outras espécies também não) o homem saiba respeitar a vida em todas as suas formas de expressão.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ajudá-los a viver, ajudarmo-nos a viver



Na qualidade do que é solidário, nem sempre está o ser humano apto a sê-lo. Quem traz consigo essa qualidade acaba virando uma referência, no mundo de hoje, de exemplo a ser seguido. Destaca-se a solidariedade como algo excepcional e não como algo natural de um viver em sociedade, já que o individualismo é que se sobressai como sendo algo "demasiadamente humano". Na Colômbia, uma professora de um bairro pobre de Cáli, Ana Julia Torres, cuida, há mais de dez anos, de qualquer espécie da fauna – animais abandonados pelos donos e os resgatados de circos, dentre outros casos - no centro de reabilitação Vila Lorena. Aqui no Brasil, o projeto voluntário SOS Passarinho Caído no Ninho é originário do trabalho de Silvana Cutello, servidora pública, que cuida de pássaros doentes e feridos, há onze anos. Quantas Anas ou Silvanas existem pelo mundo afora? O despertar para a solidariedade ainda se esbarra muito no individualismo. Ações egoísticas e o materialismo são alguns fatores que impedem alguém de ser solidário. O que se vê em alguns casos é uma pseudo-solidariedade, resumida a atos isolados e, por certo, inexpressivos, onde não há um engajamento maior e, de certo, nem se quer isso. Tudo parece conspirar para que o individualismo triunfe sempre, mesmo na iminência necessária de uma conscientização social e ambiental. Sim, há muito que se lutar para que haja uma vitória da solidariedade sobre o individualismo. Fato é que, por mais que se busque a qualidade de solidário no ser humano, este nem sempre estará apto a sê-lo. O ideal seria que cada um fizesse a sua parte, participando ou não de projetos voluntários das várias Anas e Silvanas que devem existir por aí. Agir. No melhor das conseqüências, com certeza, estar-se-ia construindo uma via de mão-dupla, onde ajudando o próximo (animal humano ou não-humano) estar-se-ia ajudando a si próprio.


Solidariedade de professora salva animais maltratados
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=45206

Silvana Cutello, a protetora dos pássaros doentes e feridos
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=45209

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A passos largos

No mundo, há muita discussão em torno das questões ambientais, prevalecendo, no entanto, uma falta de articulação política e social eficiente na luta por um meio ambiente equilibrado. O ordenamento jurídico brasileiro tem se mostrado interessado em assentar princípios que amparem uma vida sustentável para que seja possível garantir um meio ambiente equilibrado para todos. ONGs também têm lutado. A própria sociedade civil tem se interessado. Tudo isso, a passos largos...

Medidas têm sido tomadas nacional e internacionalmente com enfoque na crise ambiental. E.O.Wilson (1997, ps. 18 e 19), em seu artigo “A situação atual da diversidade biológica”, acredita que “tanto os cientistas quanto os que estabelecem as políticas ambientais estabeleceram sólido elo entre o desenvolvimento econômico e a conservação”. E justifica que “os problemas dos seres humanos nos trópicos são basicamente biológicos em sua origem: superpopulação, destruição do hábitat, deterioração do solo, má nutrição, doença e até mesmo – para centenas de milhões – a incerteza de ter a casa e comida de um dia para o outro”.

De fato, esses fatores por ele elencados são difíceis de serem resolvidos da noite pro dia. Contudo, mais créditos devem ser dados à educação ambiental, sem dúvidas, uma forte aliada na irradiação de busca de alternativas, na motivação de um posicionamento mais sério diante dos desafios existentes, buscando a melhoria da qualidade de vida. Está mais do que claro que, nos dias de hoje, o homem deve atuar conscientemente sobre a realidade ambiental. Espera-se assim, com a disseminação de informação e conhecimento sobre as questões ambientais, que se esteja contribuindo para a formação crítica nacional e regional e, consequentemente, para um mundo mais equilibrado social, econômica e ecologicamente.

A humanidade está enfrentando um desafio complexo. Será que o homem conseguirá mudar a sua relação com o meio ambiente, a tempo? Ao que parece, o ser humano ainda não se deu conta, por exemplo, das conseqüências do desflorestamento, onde dados apontam que “ao destruir uma árvore, na Amazônia, destrói-se a moradia de 2 mil espécies de animais” (2004, p. 525). Há perda da biodiversidade e a velocidade de extinção de espécies é algo alarmante. Não se tem uma resposta exata à questão filosófica “de onde viemos e para onde vamos”, a certeza, infelizmente, é que o desequilíbrio ecológico acentua-se a cada dia que passa e o homem continua caminhando a passos largos...


WILSON, Edward O. e PETER, Frances M. Biodiversidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 2004.

Ai, que lástima!!!


O curso de Direito Ambiental é algo lastimável. Nunca li tanta letra de leis sem sentido. Uma ou outra coisa interessante, válida, engatinhando na prática, com cada vez mais gente conscientizando-se-quero-crer (vamos ser otimistas!), mas, no que diz respeito à fauna, está totalmente desajustada. Não é novidade o fato dos animais carnívoros da fauna brasileira, por exemplo, fazerem parte de uma lista da morte, mas não individual, e sim de extinção de toda uma espécie. Na minha infância, lembro-me de ter ouvido histórias sobre dinossauros e de como foram extintos de forma natural, claro, muito antes de nós humanos surgirmos. E pensem num pesadelo que não tiveram: o surgimento do homem, o exterminador do futuro em pessoa. Nenhum homem iria gostar de ter existido nesse período aí, nem provavelmente se estaria defendendo um tiranossauro de ser extinto, até porque eles eram os reis e prontamente em extinção estariam os homens. Exímios caçadores, como contam, não sobraria um humano escondido na caverna munido de pedras e projetos de lanças. O que não ocorreria no mundo seguinte, uma vez que, recheado de flora e fauna e humanos, mudariam só os personagens. O homem tomou o lugar do tiranossauro, tornando-se um legítimo predador. Não pela agilidade e força, mas pela capacidade de criar armas. Armas essas que logo estariam tirando vidas de humanos e não-humanos. Modestos, nem um pouco. Pensam estar em primeiro lugar, à frente de tudo e todos, reis, inclusive nas próprias relações humanas, rei dos reis. Pensam até em algo chamado moral e ética, mas logo se esqueceram de estendê-la às demais espécies (inclusive penaram e penam, em nome de Deus, pelas regras de conduta), verdadeiras ameaças à vida humana. E que engraçado isso, não só pelo medo de perderem a vida nos dentes de uma onça, mas também, pelo medo da perda da diversidade biológica se essa onça for destruída. Ironicamente, hoje, nós, humanos, somos gratos e, baseados em lei, estimamos pela sua existência, ó onça! Fato é que demoraram muito para perceber que o mundo é um organismo vivo. Mas, sejamos otimistas, nunca é tarde, e almejamos por um meio ambiente equilibrado (está lá na Constituição Federal). Só sei que muito sangue rolou e ainda rola e há de rolar. Entre bem passados e mal passados dessa vida pra outra (ou não, afinal, desalmados dizem ser esses seres inferiores), a não ser que pipoquem em laboratórios, os animais sofrem. Lastimável, enfim, é o Direito. Quem é leigo no assunto, talvez não saiba, mas o boi, para o mundo jurídico, é coisa que nem um carro. Bom, para mim, até hoje, é apenas um animal, por assim dizer, um indivíduo que também tem direitos. Eis que me deparo com o Direito dos animais, motivo de chacota. Saio eu da caverna junto com o tatu brasileiro. Malditos civilistas. Eu só sei que estamos acabando (emocionalmente e fisicamente) com a vida de outras espécies em detrimento da preservação da espécie humana, seja para questões habitacionais, alimentares, vestimentas, saúde, dentre outras. Queria poder ao menos dizer que vivemos numa sociedade justa, onde todos os homens têm seus direitos resguardados, moradia, alimentam-se bem e têm saúde. Mas do que adianta dizer para um nordestino, em meio à seca, que o tatu não deve ser caçado e nem comido? Releia o texto... Enquanto isso o tempo urge pra onça, pro lobo-guará e para tantos outros. Ai, que lástima!

quinta-feira, 16 de abril de 2009



Achei essa gravura e resolvi postar.

Gravura 1. He has the memory of an elephant, but his remembrances are no good.

Gravura 2. Cage whimp and chain. Who´s the animal anyway?

Gravura 3. Men descend from apes. But the apes are not proud of it.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Adoção


Suzy, cadela sem raça definida, para quem arranjei um lar.

Em busca de uma sociedade mais justa para todos

Num país como o Brasil, onde a diferença entre classes sociais é muito acirrada, falar de direito dos animais e de como os nossos cães são mau tratados é motivo de chacota ou de descaso, afinal, se for para falar de abandono, melhor falar de crianças. Em busca de uma sociedade mais justa para todos, a educação é uma porta para melhorar a condição daqueles que se encontram abandonados no nosso país.

Nos anos 80, Eduardo Dusek cantava “troque o seu cachorro por uma criança pobre”. Infeliz canção que, infelizmente, faz jus ao pensamento de muita gente. Pensamento esse, porém, falacioso. É muito fácil dizer que a situação de pobreza no país requer mais atenção do que a situação dos animais abandonados nas ruas e, assim, recriminar quem defende esses últimos. Muitos que estão por detrás desse texto sabem muito bem o que significa a “arte de não fazer nada”. Mas, mais do que isso! Mal sabem eles, ou fingem não saber, que ambos, cão e criança abandonados, são o reflexo de uma sociedade sem educação.

Muitos cães encontram-se abandonados nas ruas de Salvador. Famintos, doentes e carentes, a maioria é composta de cães sem raça definida. Entregues à bondade de uns e aos maus tratos de outros, seguem como andarilhos urbanos, sem destino algum... A sociedade deveria se unir, exigindo por uma educação efetiva e eficaz, onde não só a noção de responsabilidade para com os cães seja absorvida, mas para com o planeta, a comunidade e si próprio.

O reflexo de uma sociedade de cães abandonados é o reflexo também de uma falta de educação e descaso com vidas, que, com certeza, continuará se refletindo nas crianças do nosso país. No fundo, a questão não é cão ou criança abandonado a ser adotado. O problema é a falta de discernimento do povo, falta de educação. Uns dizem que é o clima, outros a história de colonização do país. Eu simplesmente acho que é falta de educação + bom senso + amor.

Adoptar (òt) - v. tr. 1. Tomar por filho. 2. Escolher e seguir. 3. Perfilhar.

sexta-feira, 10 de abril de 2009


“O que é que há, velhinho"?


A espera pelos ovos do coelho da páscoa é uma tradição antiga, onde a figura do coelho encontra-se simbolicamente relacionada à data comemorativa da ressurreição de Cristo. Bom, não sou nem um pouco religiosa e para não vir a cometer algumas blasfêmias, melhor cocentrar-me no coelho, não como uma figura capitalista de festa cristã, mas apenas como um animal.

Quem nunca olhou para um coelho e exclamou - que fofo que és?! Eu sempre gostei de coelhos. Figuras curiosas, de orelhas grandes, felpudos e olhos expressivos. Presentes em histórias infantis, desenhos animados, enfim, desempenham sempre um papel de fofura, agilidade, astúcia... Exceto, é claro, pela obra cinematográfica do magistral Monthy Python que conseguiu fazer de um coelho, um assassino temido por todos.

Afastada a magia que envolvem as crianças – e adultos também - acerca dos coelhos, infelizmente, a realidade que os acolhe é outra. São maltratados; privados da liberdade, sendo criados em locais pequenos; são utilizados em experimentos - a fim de produção de conhecimento científico; são abatidos cruelmente para obtenção de carne - alimento e de pelagem – confecção de roupas e acessórios, além de servirem como alvos de caça esportiva - tradição. Ou seja, apesar de estar associada aos coelhos a idéia de que são fofos, a idéia principal parece não surtir efeito ou ter sentido - a idéia de vida, de que estão vivos, de que são seres vivos.

Algumas ONGs lutam para chamar a atenção para o direito dos animais, a fim de sensibilizar as pessoas quanto à vida que se esvai em meio a um comércio e costumes cruéis. Pode-se optar por uma ética pela vida. São mudanças diárias, difíceis, mas com um único foco: a vida. Pesquisar, conhecer, pensar, acreditar, querer e mudar. Como diria Pernalonga, em outras palavras “é claro que você sabe que isso significa guerra"! (Ouça em inglês: "Of course you realize... this means war" http://www.youtube.com/watch?v=QBml1XZDg3w ). ...Falo de transformação moral, ética pela vida.

“Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais” (Victor Hugo).
Desejo aos amigos e amigas um ótimo feriado, com um coração mais ainda compassivo.


Fique de olho:

$ Pesquisando na internet, descobri uma ONG – House Rabbit Society (http://www.rabbit.org/) que chama a atenção para que os coelhinhos não sejam tratados como objetos descartáveis após a Páscoa, época em que a procura por esses seres vivos, para serem dados de presente, aumenta. Uma vez adotados, que sejam parte da família, na certeza que terão pela frente uma vida a ser vivida.

$$ Não poderia deixar de falar dos experimentos realizados em coelhos, em benefício humano. Não resumo a negação a esses experimentos ao fato de se tratarem de bichos fofinhos, como muitos pensam. Ao tratar desse assunto, falo de ética pela vida. Fico com as palavras de Peter Singer, “certamente um dia, porém, os filhos de nossos filhos, ao lerem sobre o que era feito nos laboratórios no século XX, terão a mesma sensação de horror e incredulidade perante o que as pessoas, tão civilizadas em outras áreas, puderam fazer, como o que sentimos quando lemos sobre as atrocidades cometidas nas arenas pelos gladiadores romanos ou no comércio de escravos do século XVIII” (Libertação Animal, p. 105., SP: Lugano, 2004).

-> Aprendam a olhar os coelhos como seres com vida. Ensinem aos seus filhos a amarem os coelhos como seres repletos de vida. Ampliem a esses fofos coelhos o respeito que tem pela vida e celebração desta.

->Visitem o site do PETA e leiam o artigo Celebrate a Cruelty-Free Easter. Site: http://www.peta.org/feat/easter/index.html



Imagem de Pierre-Paul Prud'hon.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

..todo formiga!...

Chamam crime matar um homem e não matar uma formiga.
E, no entanto, a alma é uma só - Levantem-se,
olhem o homem de cima, e ele lhes perecerá uma formiga.
O que significa, então, matá-lo?

Fonte: "Note Azzurre"
Autor: Dossi , Carlo

sábado, 31 de janeiro de 2009

Vida de cão



"(...) Quando entramos no ritmo, a matilha e eu pisamos a terra como se fôssemos uma unidade, como se fôssemos apenas um animal. Eu vou à frente e eles me seguem. Consigo ouvir a respiração ofegante deles e o arranhar de suas patas no solo. Eles estão calmos e felizes e trotam levemente, com a cabeça baixa e o rabo balançando.

Os cães me seguem pela ordem de status, mas, como essa matilha é muito maior que uma matilha de lobos em uma floresta, eles se dividem em grupos de alta, média e baixa energia (os cães mais baixos têm de correr mais para acompanhar o ritmo).

Todos eles estão em modo de migração, e seus instintos estão no controle. Então, às vezes penso que os meus também estão. Respiro fundo - o ar está limpo e leve, e eu nem sequer consigo sentir o cheiro da fumaça de Los Angeles. É uma sensação de plena felicidade. Sinto-me em união com a natureza, a manhã e os cães. Penso em como sou abençoado por poder passar este dia como parte de meu trabalho, de minha missão de vida".

Trecho do livro O Encantador de Cães - Compreenda o melhor amigo do homem, de Cesar Millan e Melissa Jo Peltier, SP: Verus Editora, 2007.

Cesar Millan apresenta um programa de TV intitulado "Dog Whisperer" (no Brasil, O Encantador de Cães), transmitido pelo National Geographic Channel.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Nina, a sobrevivente



Nina foi o nome escolhido pela nova família para a cachorrinha assustada que conseguiu escapar da enchente no Vale do Itajaí. Graças ao pêlo escuro, que chamou a atenção para um detalhe em movimento no rio Itajaí-Açu, a vira-lata foi resgatada de cima de um fardo de garrafas plásticas, levado pela correnteza em direção ao mar, no dia 24 de novembro.
A segunda-feira era de atenção redobrada para os funcionários dos portos e da praticagem, que conduz os navios. Naquela madrugada, o cais do Porto de Itajaí havia sido destruído pela força das águas. No meio do plantão da manhã, o supervisor de Operações do Porto de Navegantes, Ricardo Bandeira, foi alertado pelos colegas de que um cão estava à deriva. — Custei a acreditar que era verdade. Quando percebemos, alertamos o pessoal da praticagem, que foi de lancha resgatar o animal — conta o novo dono. Ricardo conta que Nina estava muito abatida. Quando as ondulações fortes do rio obrigavam, ela saltava para retomar o equilíbrio no fardo de plásticos. A cachorra caiu na água, assustada com o barulho da embarcação, mas foi socorrida e entregue a Ricardo, que resolveu adotá-la.
Depois de levar o animal ao veterinário, dar as vacinas e um bom banho, o supervisor operacional descobriu que a cachorrinha, com pouco mais de um ano, estava saudável. — Fiquei com muita pena dela naquele dia, ela tremia muito, estava fraca e até hoje não come muita ração. Acho que gosta mais de carne mesmo — brinca. O final feliz da cachorrinha não foi o mesmo para cerca de 700 animais domésticos que morreram em Itajaí durante a enchente. Segundo a Fundação do Meio Ambiente do Município (Famai), a maioria era formada por cães esquecidos na coleira ou presos em casas de áreas alagadas.
Na nova casa, em Armação, no município de Penha, Nina ganhou o nome, uma casinha e a companhia de Duda a outra cachorra da família. A mulher de Ricardo, Ana Beatriz, diz que o bichinho é muito dócil e que logo se acostumará com o bebê da casa, Nicolas, de seis meses. — Já telefonaram três "donos" para o trabalho do Ricardo. Mas só entregaremos a Nina se alguém provar que ela era sua antes. Já nos apegamos muito — diz Ana Beatriz.


* O texto é de Sicilia Vechi - sicilia.vechi@santa.com.br
* A foto é de Rodrigo João Melo - rjmelo@terra.com.br