segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ai, que lástima!!!


O curso de Direito Ambiental é algo lastimável. Nunca li tanta letra de leis sem sentido. Uma ou outra coisa interessante, válida, engatinhando na prática, com cada vez mais gente conscientizando-se-quero-crer (vamos ser otimistas!), mas, no que diz respeito à fauna, está totalmente desajustada. Não é novidade o fato dos animais carnívoros da fauna brasileira, por exemplo, fazerem parte de uma lista da morte, mas não individual, e sim de extinção de toda uma espécie. Na minha infância, lembro-me de ter ouvido histórias sobre dinossauros e de como foram extintos de forma natural, claro, muito antes de nós humanos surgirmos. E pensem num pesadelo que não tiveram: o surgimento do homem, o exterminador do futuro em pessoa. Nenhum homem iria gostar de ter existido nesse período aí, nem provavelmente se estaria defendendo um tiranossauro de ser extinto, até porque eles eram os reis e prontamente em extinção estariam os homens. Exímios caçadores, como contam, não sobraria um humano escondido na caverna munido de pedras e projetos de lanças. O que não ocorreria no mundo seguinte, uma vez que, recheado de flora e fauna e humanos, mudariam só os personagens. O homem tomou o lugar do tiranossauro, tornando-se um legítimo predador. Não pela agilidade e força, mas pela capacidade de criar armas. Armas essas que logo estariam tirando vidas de humanos e não-humanos. Modestos, nem um pouco. Pensam estar em primeiro lugar, à frente de tudo e todos, reis, inclusive nas próprias relações humanas, rei dos reis. Pensam até em algo chamado moral e ética, mas logo se esqueceram de estendê-la às demais espécies (inclusive penaram e penam, em nome de Deus, pelas regras de conduta), verdadeiras ameaças à vida humana. E que engraçado isso, não só pelo medo de perderem a vida nos dentes de uma onça, mas também, pelo medo da perda da diversidade biológica se essa onça for destruída. Ironicamente, hoje, nós, humanos, somos gratos e, baseados em lei, estimamos pela sua existência, ó onça! Fato é que demoraram muito para perceber que o mundo é um organismo vivo. Mas, sejamos otimistas, nunca é tarde, e almejamos por um meio ambiente equilibrado (está lá na Constituição Federal). Só sei que muito sangue rolou e ainda rola e há de rolar. Entre bem passados e mal passados dessa vida pra outra (ou não, afinal, desalmados dizem ser esses seres inferiores), a não ser que pipoquem em laboratórios, os animais sofrem. Lastimável, enfim, é o Direito. Quem é leigo no assunto, talvez não saiba, mas o boi, para o mundo jurídico, é coisa que nem um carro. Bom, para mim, até hoje, é apenas um animal, por assim dizer, um indivíduo que também tem direitos. Eis que me deparo com o Direito dos animais, motivo de chacota. Saio eu da caverna junto com o tatu brasileiro. Malditos civilistas. Eu só sei que estamos acabando (emocionalmente e fisicamente) com a vida de outras espécies em detrimento da preservação da espécie humana, seja para questões habitacionais, alimentares, vestimentas, saúde, dentre outras. Queria poder ao menos dizer que vivemos numa sociedade justa, onde todos os homens têm seus direitos resguardados, moradia, alimentam-se bem e têm saúde. Mas do que adianta dizer para um nordestino, em meio à seca, que o tatu não deve ser caçado e nem comido? Releia o texto... Enquanto isso o tempo urge pra onça, pro lobo-guará e para tantos outros. Ai, que lástima!

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