segunda-feira, 20 de abril de 2009

A passos largos

No mundo, há muita discussão em torno das questões ambientais, prevalecendo, no entanto, uma falta de articulação política e social eficiente na luta por um meio ambiente equilibrado. O ordenamento jurídico brasileiro tem se mostrado interessado em assentar princípios que amparem uma vida sustentável para que seja possível garantir um meio ambiente equilibrado para todos. ONGs também têm lutado. A própria sociedade civil tem se interessado. Tudo isso, a passos largos...

Medidas têm sido tomadas nacional e internacionalmente com enfoque na crise ambiental. E.O.Wilson (1997, ps. 18 e 19), em seu artigo “A situação atual da diversidade biológica”, acredita que “tanto os cientistas quanto os que estabelecem as políticas ambientais estabeleceram sólido elo entre o desenvolvimento econômico e a conservação”. E justifica que “os problemas dos seres humanos nos trópicos são basicamente biológicos em sua origem: superpopulação, destruição do hábitat, deterioração do solo, má nutrição, doença e até mesmo – para centenas de milhões – a incerteza de ter a casa e comida de um dia para o outro”.

De fato, esses fatores por ele elencados são difíceis de serem resolvidos da noite pro dia. Contudo, mais créditos devem ser dados à educação ambiental, sem dúvidas, uma forte aliada na irradiação de busca de alternativas, na motivação de um posicionamento mais sério diante dos desafios existentes, buscando a melhoria da qualidade de vida. Está mais do que claro que, nos dias de hoje, o homem deve atuar conscientemente sobre a realidade ambiental. Espera-se assim, com a disseminação de informação e conhecimento sobre as questões ambientais, que se esteja contribuindo para a formação crítica nacional e regional e, consequentemente, para um mundo mais equilibrado social, econômica e ecologicamente.

A humanidade está enfrentando um desafio complexo. Será que o homem conseguirá mudar a sua relação com o meio ambiente, a tempo? Ao que parece, o ser humano ainda não se deu conta, por exemplo, das conseqüências do desflorestamento, onde dados apontam que “ao destruir uma árvore, na Amazônia, destrói-se a moradia de 2 mil espécies de animais” (2004, p. 525). Há perda da biodiversidade e a velocidade de extinção de espécies é algo alarmante. Não se tem uma resposta exata à questão filosófica “de onde viemos e para onde vamos”, a certeza, infelizmente, é que o desequilíbrio ecológico acentua-se a cada dia que passa e o homem continua caminhando a passos largos...


WILSON, Edward O. e PETER, Frances M. Biodiversidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 2004.

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