quarta-feira, 13 de julho de 2011

Palavras ao vento

Lamentável a opinião de José Medrado no jornal A Tarde de hoje. Esse argumento de crianças (animais humanos) abandonadas, passando fome, etc., contra o de se ajudar animais (não-humanos) é a coisa mais absurda que já ouvi, ouço e sei que continuarei a ouvir de pessoas que se dizem humanas, solidárias e éticas para com os seres da sua mesma espécie (animais humanos).

Esse tipo de discurso é inadequado e especista. Moradores de rua encontram conforto e amizade em cães abandonados; crianças com algum tipo de enfermidade e idosos encontram alegria de viver, motivação, amizade no convívio de animais não-humanos. O contrário não existe? Por que não podemos cuidar dos animais não-humanos? Por que não pode existir uma manifestação significativa em prol desses seres vivos, principalmente quando precisam de ajuda?

O ato de compaixão deve ser envolto de amor e respeito pela vida, não importando se esta é de uma flor, um golfinho, uma foca, um tatu, um elefante ou um homem. Ter compaixão pela vida deve ser algo a ser ressaltado e comemorado e não desprezado. Enfim, palavras ao vento de Medrado e parabéns a todas as ONGs de Salvador e mundo que ajudam animais de outras espécies de forma humana apesar de ajudarem não-humanos.


Compaixão censurada


A crítica de José Medrado foi com relação à mobilização de internautas para ajudar o leão Ariel. Portador de uma doença degenerativa, o leão sensibilizou muita gente com a sua história. Após muitas tentativas de tratamentos, o leão não sobreviveu. Faleceu no dia 27 de julho e no dia 31, teve o seu corpo foi cremado.