sexta-feira, 19 de outubro de 2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sinto muito, sim.

Eu aceito "amenizar" o meu lado sentimental com relação a um cão internado, até certo ponto.
7 dias dentro de uma gaiola, um cão de porte médio, sem saber quantos mais dias ficará internado? E quando no quadro clínico há uma melhora, o que fazer? Se tiramos o cão da clínica, assumimos o risco dele vir a piorar. Se o deixamos na clínica, também não? O lado sentimental desses outros animais também não conta? Esse "decidir com a razão" e não com o lado sentimental que tanto os médicos de humanos, quanto os das demais espécies falam, tem sim um limite. Sinto muito, mas meu cão volta pra casa.

 
Espaço onde Touro tem ficado na clínica. Nós levamos uma almofada.

Ass.: Meu lado sentimental

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Espero



Realidade, que quadro impiedoso, impetuoso está a pintar.
Manifesta na dor alheia, minha dor, ensaia um acto final que não há de vingar. Esperança, esta sim, transborda pelos corações que se silenciam, ensurdeça-nos no seu ritmo. Peça colo, um abraço, de uma nova realidade que há de se pronunciar.

Amor incondicional

Amar incondicionalmente,
de forma absoluta,
completa 
um amável coração.
Incondicionalmente amar,
em condições imperativas.
Impetuosamente,
o coração vivaz.
Necessário mais de um coração para segurar tanto amor.
Itacimirim / BA - Foto: Adriana Costa Tourinho

domingo, 14 de outubro de 2012

Intensidade

Restando-me flores no final, que sejam rosas vermelhas vivas.

Desaproximar é preciso!

Foto: Adriana Costa Tourinho
O pior da vida é quando damos importância às coisas e pessoas que não valem a pena. As coisas são fáceis de serem descartadas, basta darmo-nos conta da sua falta de importância e termos um lixo por perto. As pessoas, não. Há todo um processo de desaproximação. Há um certo receio, misturado com um certo alívio, e por isso, ainda que expressa uma latente dúvida lá no fundo, esta quando vem à tona, vem com a certeza de que desaproximar é preciso.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Flores em você

De nada servem as praças, se lhes furtam as flores.

Foto: Adriana Costa Tourinho

As da foto são do meu jardim.

domingo, 2 de setembro de 2012

Outro

Saber que não estamos sós é bom quando nos vemos numa situação na qual não suportamos lidar com o que nos é externo e nos sufoca internamente. Gritamos a presença de outrem para compartilhar alegrias e tristezas, porque não suportamos encará-las a sós. O outro, outro ser solitário. Estar só consigo mesmo não deve ser ruim. Ruim é ter que estar com os outros e ter que suportá-los, seja por conivência, por situações que a vida impõe, por medo... Sentir um vazio quando se lembra com detalhes de um fato que ocorreu e saber que ninguém mais compartilha dessa memória, deveria ser aplaudido por dentro. O que o outro lembra ou sente não deve interferir no que se sente ou lembra. Você é quem sente e lembra. O outro é apenas o outro. O sentimento de solidão e/ou de menos valia tentará eclodir e cabe a você não deixá-lo vir à tona às custas dos outros. Os outros... São tão solitários também. Histórias contadas com um tom de aventura, drama, romance, por você. Reprovar o que se viveu num momento em plenitude, sozinho, é negar a sua própria existência. O outro, quer se queira ou não, sempre será o outro, diferente de nós, ao passo, que nós seremos sempre diferente dos outros porque "outro" também somos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mas louco é quem me diz...

Tenho é saudades de Miguel que ficava pelas ruas da Centenário. Por diversas vezes atravessei a rua com medo dele, até perceber que ele não era tão louco assim... Acho que sou a única pessoa nesse mundo que guarda uma foto dele. A vida tem dessas... Hoje, vejo-me obrigada a atravessar a rua com receio de pessoas aparentemente sãs, às quais depositei, por algum instante, a crença de uma possível lucidez.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Desabafo


Muito "oba oba" em cima da defesa animal! Uma pena que tenha virado moda no Facebook o discurso inflamado a favor dos cães e demais "bichinhos fofinhos". Que o lado positivo disso tudo prevaleça e essas manifestações fervorosas não se transformem apenas no que têm sido, senão, demonstrações gratuitas de ódio contra quem pratica maus tratos.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Telefone sem fio

Se a internet fosse "das antigas", não saberíamos decerto de nada mesmo. História, textos, poesias... Ninguém saberia ao certo se o bigode era de Chaplin ou de Hitler: estes seriam personagens num corpo só, com tantas mentiras que contariam, numa brincadeira de telefone sem fio em escala mundial.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dia Mundial da Esclerose Múltipla


A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica do sistema nervoso central, de difícil diagnóstico e sem cura, ainda. Todo dia importa para quem é portador, já que a imprevisibilidade toma conta de suas vidas, devido aos surtos que aparecem e desaparecem. Os surtos ocorrem quando há uma inflamação muito intensa no sistema nervoso. Clive Burr, ex-baterista do Iron Maiden, é portador de Esclerose Múltipla. Outros tantos são e muitos nem sabem ainda. Enquanto não descobrem a cura para essa doença, minimizar o preconceito torna-se indispensável: abracemos, também, essa causa. No Dia Mundial da Esclerose Múltipla (alguns dizem ser dia 25 de maio, outros 30), importante se fazer um registro não só contra o preconceito, mas da luta dos portadores por uma qualidade de vida digna, com devida assistência médica e jurídica. Já dizia Albert Einstein - “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, mas não custa nada tentar.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Amados" mestres!

Vários professores da língua portuguesa “on line”. E será que são professores mesmo? O ato de corrigir o (mau) português das pessoas nos comentários aqui na Internet e/ou até num bate-papo na vida real tem se tornado comum e chato, muito constrangedor pra pessoa corrigida e para quem está por perto ou lendo. Bom, só sei que muita gente escreve/fala errado mesmo, e têm erros que são grotescos, mas daí sublinhá-los ao grande público é muita prepotência, não? E seguem corrigindo os colegas e errando na língua pátria, numa verdadeira lambança lingüística.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lamentável

Eu li um texto muito bom, outro dia, que dizia que não devemos hierarquizar preferências entre barbáries. Fato. Andam divulgando no Facebook a imagem ao lado. A única coisa que eu penso é que, sim, estão hierarquizando crueldades e exigindo que a compaixão limite-se a casos quem envolvam apenas seres humanos. Lamentável.

O caso do yorkshire, para mim, que leio diariamente sobre casos de pessoas que maltratam e matam de forma cruel todo tipo de animal, tomou a proporção que tomou, virtualmente, porque estava gravado em vídeo. A realidade retratada não é só a do yorkshire, mas é a de muitos outros animais, que são torturados e mortos pela nossa espécie, de forma violenta.


Algumas horas de manifestações indignadas por um ato de crueldade a um cão foi algo inusitado e devem ser ressaltadas como algo positivo, uma compaixão alargada, o que é raro. Albert Einstein dizia que "nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando nosso círculo de compaixão para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo mas, lutar pela sua realização, já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior", mas quem se importa? O que eu sigo questionando é que, todo santo dia, cães morrem de forma absurda e não é divulgado na imprensa e, muito menos, causa indignação, nem no mundo real, nem no virtual.

Não foi o tipo de tecnologia utilizado que determinou uma reação na Internet? Uma pessoa que compartilhou e se comoveu com o caso do yorkshire, não se comove com o caso da senhora da foto? O questionamento do por que não se compartilha esse tipo de informação da senhora deve ser feito em cima da história do yorkshire, reclamando tão somente para a espécie humana casos que envolvam a compaixão e a revolta, ou deve ser feito acerca da banalização das atrocidades humanas para com os próprios humanos? Não devemos mais nos revoltar com casos de crueldade praticada por humanos contra animais porque seria moralmente errado? Einstein diria para termos cuidado, pois "o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade".

Por fim, não se preocupem: ninguém está mais preocupado com cães do que com senhoras; vamos ver qual próxima tecnologia vídeo/foto causará mais impacto em qualquer caso de crueldade. Enfim, não compartilhei esse tipo de imagem. Só lamento que a compartilhem.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cavalos

Enquanto tem gente que perde tempo falando asneiras sobre defesa de animais na Internet, tem gente que produz belas campanhas, escreve livros, faz filmes ressaltando o direito dos animais, a compaixão por esses e a amizade. Não vi ainda o filme “War Horse”, do renomado diretor Steven Spielberg, mas, com certeza, será uma boa pedida para esse início de ano! Que 2012 seja diferente também para os cavalos! Ah, lendo sobre esse “War Horse”, lembrei-me do filme “Os Desajustados” (1961)! Roslyn Tabor, personagem interpretada por Marilyn Monroe, vai à luta para que cavalos selvagens não sejam capturados e levados para matadouros. A carne equina seria utilizada na fabricação de ração para cães. Aproveitando o assunto, o Brasil, para quem não sabe, "é o 5º maior exportador mundial de carne de cavalo" (ANDAnews, 2008). Em alguns restaurantes brasileiros já existe a venda desse tipo de carne para o consumo. Curto muito mais a visão de cavalos correndo livremente, do que resumidos à carne, num prato. Resta-nos saber se matadouros de cavalos para o consumo humano também causariam a mesma indigestão à Roslyn! 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Brigitte Bardot

Dentre os defensores dos direitos dos animais não-humanos, temos artistas, como Brigitte Bardot, que dão suporte à causa, realizando um belo trabalho. Fundação Brigitte Bardot, vale a pena conferir o site!!!

Helen Keller

Já ouviram falar de Helen Keller? Não era nenhuma defensora de animais, mas como sua sobrinha-neta mesmo disse, ela amava os animais não-humanos (Foto dela com seu cão): "Helen's love for animals was so great that during many of her trips, pictures were taken of Helen and many different types of animals in countries all over the world".
Helen ficou cega e surda aos 18 meses de idade. Tornou-se escritora, filósofa e conferencista reconhecida com um belo trabalho desenvolvido em favor das pessoas portadoras de deficiência.
Helen, se fosse viva, adoraria conhecer, com certeza, e ter sempre com ela a presença e amizade de um cão-guia (educado para ajudá-la em suas necessidades, precisaria ser também cão-ouvinte), como o que Jair tem e relata nesse site: Escola de Cães Guia Helen Keller. Vale a pena conferir o relato dele.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Falas

Vitor Hugo: "Acredito que os cães podem falar, mas para não se envolverem nas mazelas humanas, preferem latir".

Minha vez: Muitos humanos deviam calar a boca, baixar a cabeça e olhar para a parede, quando o assunto é direito dos animais, mas preferem falar asneiras. Do latim nescius.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mal começou o ano...

...e já começaram as notícias de maus-tratos. "Cão morre após ser esfaqueado em Guarapuava", e isso porque ficou com medo dos fogos de artifício, na tarde de Réveillon, e se escondeu debaixo de um carro.




domingo, 1 de janeiro de 2012

Enfim, 2012!!!!

Que nesse ano, os animais ganhem mais amigos do que inimigos. Pessoas que abracem a sua causa, e sigam também na sua defesa, sempre contra toda e qualquer forma de maus-tratos. "Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes", disse Albert Schweitzer. Fato é que a maioria age de forma indiferente, irracionalmente, ou sendo permissivo com quem maltrata e/ou maltratando os animais também. E argumentam ainda que agem assim porque amam os seus semelhantes acima de qualquer coisa e, por isso mesmo, pouco se importam com os animais de outras espécies?? (risos) Bom, eu sigo a linha de pensamento de Schweitzer. Fui educada assim, e só tenho a agradecer a meus pais. E abracei a defesa dos animais, pq eles não têm voz e não me arrependo. Não sou mais humana (do que humanos), nem menos humana (para com os humanos) por isso. Mas sou mais humana do que muitos humanos que se dizem humanos por aí. Para quem não conhece Schweitzer: http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1952/schweitzer.html