terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lamentável

Eu li um texto muito bom, outro dia, que dizia que não devemos hierarquizar preferências entre barbáries. Fato. Andam divulgando no Facebook a imagem ao lado. A única coisa que eu penso é que, sim, estão hierarquizando crueldades e exigindo que a compaixão limite-se a casos quem envolvam apenas seres humanos. Lamentável.

O caso do yorkshire, para mim, que leio diariamente sobre casos de pessoas que maltratam e matam de forma cruel todo tipo de animal, tomou a proporção que tomou, virtualmente, porque estava gravado em vídeo. A realidade retratada não é só a do yorkshire, mas é a de muitos outros animais, que são torturados e mortos pela nossa espécie, de forma violenta.


Algumas horas de manifestações indignadas por um ato de crueldade a um cão foi algo inusitado e devem ser ressaltadas como algo positivo, uma compaixão alargada, o que é raro. Albert Einstein dizia que "nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando nosso círculo de compaixão para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo mas, lutar pela sua realização, já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior", mas quem se importa? O que eu sigo questionando é que, todo santo dia, cães morrem de forma absurda e não é divulgado na imprensa e, muito menos, causa indignação, nem no mundo real, nem no virtual.

Não foi o tipo de tecnologia utilizado que determinou uma reação na Internet? Uma pessoa que compartilhou e se comoveu com o caso do yorkshire, não se comove com o caso da senhora da foto? O questionamento do por que não se compartilha esse tipo de informação da senhora deve ser feito em cima da história do yorkshire, reclamando tão somente para a espécie humana casos que envolvam a compaixão e a revolta, ou deve ser feito acerca da banalização das atrocidades humanas para com os próprios humanos? Não devemos mais nos revoltar com casos de crueldade praticada por humanos contra animais porque seria moralmente errado? Einstein diria para termos cuidado, pois "o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade".

Por fim, não se preocupem: ninguém está mais preocupado com cães do que com senhoras; vamos ver qual próxima tecnologia vídeo/foto causará mais impacto em qualquer caso de crueldade. Enfim, não compartilhei esse tipo de imagem. Só lamento que a compartilhem.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cavalos

Enquanto tem gente que perde tempo falando asneiras sobre defesa de animais na Internet, tem gente que produz belas campanhas, escreve livros, faz filmes ressaltando o direito dos animais, a compaixão por esses e a amizade. Não vi ainda o filme “War Horse”, do renomado diretor Steven Spielberg, mas, com certeza, será uma boa pedida para esse início de ano! Que 2012 seja diferente também para os cavalos! Ah, lendo sobre esse “War Horse”, lembrei-me do filme “Os Desajustados” (1961)! Roslyn Tabor, personagem interpretada por Marilyn Monroe, vai à luta para que cavalos selvagens não sejam capturados e levados para matadouros. A carne equina seria utilizada na fabricação de ração para cães. Aproveitando o assunto, o Brasil, para quem não sabe, "é o 5º maior exportador mundial de carne de cavalo" (ANDAnews, 2008). Em alguns restaurantes brasileiros já existe a venda desse tipo de carne para o consumo. Curto muito mais a visão de cavalos correndo livremente, do que resumidos à carne, num prato. Resta-nos saber se matadouros de cavalos para o consumo humano também causariam a mesma indigestão à Roslyn! 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Brigitte Bardot

Dentre os defensores dos direitos dos animais não-humanos, temos artistas, como Brigitte Bardot, que dão suporte à causa, realizando um belo trabalho. Fundação Brigitte Bardot, vale a pena conferir o site!!!

Helen Keller

Já ouviram falar de Helen Keller? Não era nenhuma defensora de animais, mas como sua sobrinha-neta mesmo disse, ela amava os animais não-humanos (Foto dela com seu cão): "Helen's love for animals was so great that during many of her trips, pictures were taken of Helen and many different types of animals in countries all over the world".
Helen ficou cega e surda aos 18 meses de idade. Tornou-se escritora, filósofa e conferencista reconhecida com um belo trabalho desenvolvido em favor das pessoas portadoras de deficiência.
Helen, se fosse viva, adoraria conhecer, com certeza, e ter sempre com ela a presença e amizade de um cão-guia (educado para ajudá-la em suas necessidades, precisaria ser também cão-ouvinte), como o que Jair tem e relata nesse site: Escola de Cães Guia Helen Keller. Vale a pena conferir o relato dele.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Falas

Vitor Hugo: "Acredito que os cães podem falar, mas para não se envolverem nas mazelas humanas, preferem latir".

Minha vez: Muitos humanos deviam calar a boca, baixar a cabeça e olhar para a parede, quando o assunto é direito dos animais, mas preferem falar asneiras. Do latim nescius.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mal começou o ano...

...e já começaram as notícias de maus-tratos. "Cão morre após ser esfaqueado em Guarapuava", e isso porque ficou com medo dos fogos de artifício, na tarde de Réveillon, e se escondeu debaixo de um carro.




domingo, 1 de janeiro de 2012

Enfim, 2012!!!!

Que nesse ano, os animais ganhem mais amigos do que inimigos. Pessoas que abracem a sua causa, e sigam também na sua defesa, sempre contra toda e qualquer forma de maus-tratos. "Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes", disse Albert Schweitzer. Fato é que a maioria age de forma indiferente, irracionalmente, ou sendo permissivo com quem maltrata e/ou maltratando os animais também. E argumentam ainda que agem assim porque amam os seus semelhantes acima de qualquer coisa e, por isso mesmo, pouco se importam com os animais de outras espécies?? (risos) Bom, eu sigo a linha de pensamento de Schweitzer. Fui educada assim, e só tenho a agradecer a meus pais. E abracei a defesa dos animais, pq eles não têm voz e não me arrependo. Não sou mais humana (do que humanos), nem menos humana (para com os humanos) por isso. Mas sou mais humana do que muitos humanos que se dizem humanos por aí. Para quem não conhece Schweitzer: http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1952/schweitzer.html