quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Olhando para o passado, muitas crueldades praticadas eram aceitas por diversas sociedades. Se você consegue hoje entender o problema moral reclamado que envolve o reconhecimento dos direitos animais - inclusive comparando-o com casos semelhantes no passado, envolvendo humanos - você encontra aí uma tendência moral que estamos vivenciando e lutando de acolhimento dos animais não-humanos para um novo código moral, e isso mexe sim com a consciência das pessoas. Como diz Oliver Thomson, as moralidades mais bem-sucedidas basearam-se no medo. E finaliza seu raciocínio dizendo que o maior desafio está na construção de um "novo etos amadurecido," com objetivo positivo, a partir da compaixão e não só do medo. Bem apropriado para mudança de paradigmas. "Piegas" para uns, simplesmente por acharem insignificante a causa.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Fofinhos



É comum observarmos afirmações no Facebook de que só se divulgam notícias que reclamam direitos de “animais fofinhos.” Nessa perspectiva, principalmente cães e gatos. E por que será que estes são alvos fáceis de quem assume a defesa animal? Não seria por que são animais domésticos?! Esses “animais fofinhos” estão sob a nossa vigilância faz tempo. Anormal seria fecharmos os olhos para com esses seres sob a luz especista de que são insignificantes. Mais fácil pensar assim, do que assumir que, sim, para com os outros animais além da nossa própria espécie devemos respeito.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Diz-se que o elefante indiano às vezes chora," C.Darwin


Em minha página, no Facebook: Animal Clipping.

Provocações

Perguntaram: E o mosquito? Dou um tapa ou afasto delicadamente? E as baratinhas? Ou isso tudo só serve para mamíferos? Comentaram: Pra mamíferos fofinhos. Nunca vi ninguém olhar no fundo dos olhos de um rato e ter vontade de trocar de lugar com eles.

Respondi: 
 
Para quem não tem interesse na relação humana com outros animais, que não os da sua espécie, qualquer resposta sobre o que implica a defesa animal encontrará barreiras, então, pro pensamento de alguns, por exemplo, se você acha que a defesa se resume a "mamíferos fofinhos" e se você considera insignificante a vida de um rato, não temos mais pra onde ir em possíveis esclarecimentos. Aí trata-se mais de uma luta interna para mudar de opinião ou não.

Quanto aos insetos, toda ampliação moral no trato com animais é bem-vinda e admirável. Isso prova que a pessoa já passou pelos outros níveis de defesa animal. Existem repelentes naturais que ajudam nessas questões. A defesa gira em torno principalmente do argumento da senciência, se os insetos são sencientes, não estão excluídos.

Direitos dos Animais

"O que não se concebe mais é que uma folha de papel, denominada pessoa jurídica, tenha direito subjetivo à sua dignidade moral enquanto animais conscientes são tratados como coisas, e que a violação de uma sepultura ou cadáver humano seja mais relevante para a legislação que o sofrimento de animais." 

E quanto às plantas?

Quem argumenta sobre as plantas o faz tão somente para invalidar o argumento sobre a senciência dos animais não-humanos. Até parece que são pessoas sensíveis à causa, mas não são não. Então, como discutir sobre plantas com pessoas que não entendem o sofrimento dos outros animais? Ainda que pertinente a afirmação de que as plantas sentem também, quem já abraçou a causa animal, com certeza arranjaria modos de discutir isso e abraçaria a defesa das plantas. E ainda há aqueles que perguntam se a vida do animal não-humano é mais importante do que a de um animal humano, indignados... Essas perguntas são frutos apenas de um individualismo e limitação da compaixão. E eu pergunto, são vocês sensíveis a outros humanos, pra início de conversa.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Coincidência

Notícia veiculada pela ANDA (anda.jor.br) - estudante de Direito preso depois de matar um cachorro em Cariacica, no Espírito Santo, foi indiciado por maus-tratos ao animal, lesão corporal contra a mulher e já possuía outras passagens por porte ilegal de armas e drogas. Coincidência que eu havia acabado de tomar nota do nome do livro "Animais x Violência Doméstica Contra Mulheres: Uma Conexão Real," de Maria José Sales Padilha, para comprar.

 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O que fazo?!

Li aqui, em alguma página, uma pergunta, sem querer: "O que fazo?" 
Crie, forme: faÇa algo do nada. 
Fabrique, componha: faÇa um poema.
Empreenda, realize. 

Cause, ocasione. 
Disponha. 
Represente no teatro, no cinema. 
Finja, simule. 
Ganhe, lucre, acerte. 
Pronuncie - faÇa um juramento: vou estudar português.

sábado, 19 de outubro de 2013

Caso dos beagles

É, advogado do Instituto Royal, os ativistas agiram como uma "manada de elefantes." Você deve saber que os elefantes vivem numa complexa rede de vínculos sociais, onde a sua base é a família. A matriarca da família congrega os elefantes que vivem juntos e afugenta os inimigos. Seus fortes vínculos de amizade podem durar por toda a vida. E, quando se tornam violentos, saia debaixo, o contra-ataque vem por meio de patadas e uso das presas. Mas, vamos lá. "Tamanho não é documento," não é assim que se diz? Porque se fosse, o elefante seria o dono do circo. E nada mais palhaço do que alguém defender que os cães se assustaram com os seus salvadores, por que não heróis?

A "visita" da manada aos beagles, com certeza, deixou esses seres felizes, não mais temerosos de novos cruéis e incisivos testes. Por sinal, já que se preocupa com o estado mental dos cães em questão, atente-se para o que está por vir, o stress pós traumático da vida em cativeiro para fins experimentais que comprometem o seu estado não só psicológico, mas físico também.

Não há maus-tratos no Instituto porque seguem protocolos e está tudo conforme a le
i? Esse é o maior maltrato que se pode justificar frente à prática cruel de testes em animais. Os que recebiam ordens de Hitler usavam desse mesmo argumento. Falho, não? O que é certo, o que é errado, o que são maus-tratos, o que são os cães... Talvez seja a hora de parar para pensar a ética e direitos estendidos a esses animais não-humanos ou taparmos o sol com a peneira, sob o ideal de benefício e comprometimento com a saúde humana, quando só adoecemos com tanta crueldade praticada.

Foto: Divulgação / Myrtle Beach Safari / Barry Bland

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por coisa esquecida.

9-8-1931. Novas Poesias Inéditas. Fernando Pessoa. (Direcção, recolha e notas de Maria do Rosário Marques Sabino e Adelaide Maria Monteiro Sereno.) Lisboa: Ática, 1973 (4ª ed. 1993). - 67. http://multipessoa.net/


domingo, 7 de julho de 2013

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Denuncie o tráfico de animais silvestres!

"O ministério diz que a resolução é para 'fortalecer o controle e a guarda provisória de espécies da fauna silvestre apreendidos,'" (http://migre.me/fimQa).

Na verdade, a resolução facilita o tráfico de animais e fomenta o seu mercado: legalizam a posse do animal silvestre, e, indiretamente, acabam por sustentar a compra ilegal. "Assim, se o governo reconhecer que não tem condições de receber e manter os animais, ele pode agora conceder a posse a posse a terceiros, voluntários, ou permitir que interessados tomem conta dos espécimes apreendidas - mesmo que de forma ilegal -, por tempo indeterminado, desde que dentro do limite de 10 bichos por CPF e endereço" (http://migre.me/fin3w).

Não podemos nunca esquecer que o tráfico de animais silvestres é crime. É o terceiro maior negócio ilegal do mundo, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e armas. A resolução em nada melhora a campanha contra o tráfico, e expressa, assim, um retrocesso, desnecessário. Não compre. Denuncie o tráfico - Linha Verde 0800-61-8080, a ligação é gratuita de qualquer ponto do país. A denúncia pode ser realizada, também, no site da RENCTAS - www.renctas.org.br.



Adriana Tourinho




Tráfico de araras-vermelhas / Foto: Mauricio HerreraAdicionar legenda

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Lista de palhaços brasileiros, impossível não sorrir lendo os nomes: Atchim, Espirro, Piolin, Pinguinho, Bolinha, Arrelia, Bozo, Carequinha, Espirro, Estilingue e Torresmo.
Sempre que ouço o galo cantar, remeto-me ao interior.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Denuncie o tráfico de animais!

Nova resolução dispõe sobre o depósito e a guarda provisórios para manutenção em cativeiro domiciliar, em território nacional, de animais silvestres apreendidos ou resgatados pelos órgãos ambientais, como também oriundos de entrega espontânea.

O depósito e a guarda se aplicam quando houver justificada impossibilidade das destinações previstas no §1 do art. 25, da Lei n 9.605/98, que diz: "os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos, fundações ou entidades assemelhadas, desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados".

Ou seja, na impossibilidade referida no art. 1o, os órgãos ambientais formalizarão, preferencialmente, o termo de guarda de animais silvestres (TGAS) e o termo de depósito de animais silvestres (TDAS). Os artigos 4 e 5 da resolução dispõem quais espécimes se enquadram nas concessões dos termos. O art. 10 é polêmico porque diz que cada interessado pode manter até 10 animais silvestres, podendo esse número ser ampliado mediante justificativa técnica.

Indiretamente, arrisco dizer que é uma resolução que favorece a existência do tráfico de animais, sim. Há o estímulo - mais intenso - dos órgãos ambientais para a manutenção em cativeiro domiciliar dos animais silvestres. Esse tipo de ação, no final das contas, mantém a ideia de posse dos animais silvestres pelos humanos, agora pela via legal. Temos que ter fundações e entidades capacitadas para receber esses animais com fins de devolvê-los ao seu habitat quando possível. Caso não seja, devem existir locais apropriados, com técnicos habilitados (como dita a lei) para que esses animais sejam devidamente cuidados. E não entregá-los nas mãos daqueles que seriam possíveis compradores.

Os órgãos ambientais deveriam desestimular a ideia de ter animais silvestres em cativeiro domiciliar e não o contrário. Não comprem animais silvestres. Ajudar os órgãos ambientais fazendo denúncias é o melhor caminho.

Adriana Tourinho


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pinky e o Cérebro




Com todo o respeito aos meus amigos politizados e todos os que saíram às ruas para exercer a sua cidadania e direito de expressar uma insatisfação com algo, meu comentário sobre o “anonymous” não é indireta para nenhum de vocês. É direta pra uma massa que infla esse "movimento anonymous" tal qual ar em saco de batata ruffles. É cada justificativa do porque das manifestações que parece mais uma "trollagem" que saiu do mundo virtual e ganhou as ruas. Vamos "zuar" o governo, assim eles nos atendem; se atenderem, atenderam, se não atenderem... "- Cérebro, o que faremos amanhã à noite?" "- Vamos tentar conquistar o mundo, Pinky."

Vazio

É sério esse texto?!


Ah, não sei não. Não sei se rio ou se choro com essas coisas. Diz no texto - "O número de pessoas despolitizadas no movimento é muito grande realmente, mas isso não é assustador." Não é? É sim, viram massa de manobra fácil, tanto da esquerda, quanto da direita. 

"A professora Marilia acha isso estranho por motivos históricos e porque ela é militante." E isso é ruim? Ou vamos esquecer a história e seguir movimentos sociais a partir do ideal do "menino da máscara"? Muito cuidado nessa hora! 

E piora: "Essa onda de protestos, por outros lado, não é uma decisão consciente. É um reflexo." Vamos mudar o Brasil de forma inconsciente?! Socorro! 

Outro dia me chamaram de "boazinha", bonzinho é o autor do texto, alguém diga a ele que "Marvim, agora é pra valer" ou morre na praia. Ninguém quer que as manifestações morram na praia, muito pelo contrário. E desse "reflexo", pessoas morreram, isso é sério.

Esse texto só assina embaixo o tom de "trollagem" com o governo, anarquia, descompromisso com a política e ideais políticos. Limpem a boca antes de falar pelo povo!


Da ficção para a realidade


                                                                                                                                                                  
 Tive que escrever algo sobre o que está acontecendo no Brasil. Um desabafo, uma leitura de um movimento que ganha força com a figura de Guy Fawkes, "o único homem que entrou no parlamento com intenções honestas." De onde vem a máscara:

"A graphic novel V de Vingança, com roteiro de Alan Moore e arte de David Lloyd, possui influências da 'Conspiração da Pólvora'. Um personagem que utiliza o codinome V e que utiliza uma máscara inspirada no rosto de Guy Fawkes, tenta promover uma revolução na Inglaterra fictícia (década de 1990) onde é ambientada a graphic novel. A explosão do parlamento inglês também era objetivada, buscando-se concretizar, de certa forma, os planos da conspiração da pólvora (Fonte: Wikipédia)."

Com essa máscara, o movimento "Anonymous," formado por pessoas da internet, de identidades desconhecidas, vão às ruas contra a corrupção, em Salvador e no Brasil. A bandeira da honestidade é a sua marca. Para entender mais sobre o movimento, tem o Wikipédia e o site deles mesmo http://www.anonymousbrasil.com/.

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Então, adentremos no mundo da ficção. Palavras do ilustrador, retiradas de um site de Portugal (publico.pt): "'A cara de Guy Fawkes tornou-se numa imagem global que faz todo o sentido nas manifestações contra a tirania. Fico muito satisfeito por estar a ser usada de forma tão especial', afirmou, comparando-a à icónica fotografia de Che Guevara, feita por Alberto Korda, que se tornou num símbolo popular em todo o mundo."

Se faz todo o sentido em manifestações contra a tirania, então, o Fawkes e a sua máscara estão fora de época. A ditadura já acabou, vivemos numa democracia. Bom, se vivemos num Estado Democrático de Direito, onde muita gente gosta do governo de Dilma, e, obviamente, não participou das manifestações, onde entra a relevância do “movimento anonymous” para falar em nome do povo? Realmente está parecendo ficção. São os justos com a máscara de Fawkes mesmo, ou a Direita disfarçada?

Se faz todo o sentido em manifestações contra a tirania, se seguirmos pela direita, que chama o governo do PT de "tirano", apesar de vivermos num Estado Democrático de Direito, melhor convém intitularem as manifestações de “anonymous da direita.” Não estão dando voz ao povo, mas sim dando voz a uma posição política de direita que representa uma parcela do povo, mas não o povo propriamente dito.

Seria muito mais interessante uma máscara de Che Guevara, uma pessoa real, que lutou contra injustiças e corrupções. Ficção, com o tempo a gente esquece. Ou fica anestesiado com historinhas fantásticas. Realidade, essa deixa as marcas na história de um povo que vai à luta. E inspira, de verdade: "Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer  parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário."