quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Fofinhos



É comum observarmos afirmações no Facebook de que só se divulgam notícias que reclamam direitos de “animais fofinhos.” Nessa perspectiva, principalmente cães e gatos. E por que será que estes são alvos fáceis de quem assume a defesa animal? Não seria por que são animais domésticos?! Esses “animais fofinhos” estão sob a nossa vigilância faz tempo. Anormal seria fecharmos os olhos para com esses seres sob a luz especista de que são insignificantes. Mais fácil pensar assim, do que assumir que, sim, para com os outros animais além da nossa própria espécie devemos respeito.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Diz-se que o elefante indiano às vezes chora," C.Darwin


Em minha página, no Facebook: Animal Clipping.

Provocações

Perguntaram: E o mosquito? Dou um tapa ou afasto delicadamente? E as baratinhas? Ou isso tudo só serve para mamíferos? Comentaram: Pra mamíferos fofinhos. Nunca vi ninguém olhar no fundo dos olhos de um rato e ter vontade de trocar de lugar com eles.

Respondi: 
 
Para quem não tem interesse na relação humana com outros animais, que não os da sua espécie, qualquer resposta sobre o que implica a defesa animal encontrará barreiras, então, pro pensamento de alguns, por exemplo, se você acha que a defesa se resume a "mamíferos fofinhos" e se você considera insignificante a vida de um rato, não temos mais pra onde ir em possíveis esclarecimentos. Aí trata-se mais de uma luta interna para mudar de opinião ou não.

Quanto aos insetos, toda ampliação moral no trato com animais é bem-vinda e admirável. Isso prova que a pessoa já passou pelos outros níveis de defesa animal. Existem repelentes naturais que ajudam nessas questões. A defesa gira em torno principalmente do argumento da senciência, se os insetos são sencientes, não estão excluídos.

Direitos dos Animais

"O que não se concebe mais é que uma folha de papel, denominada pessoa jurídica, tenha direito subjetivo à sua dignidade moral enquanto animais conscientes são tratados como coisas, e que a violação de uma sepultura ou cadáver humano seja mais relevante para a legislação que o sofrimento de animais." 

E quanto às plantas?

Quem argumenta sobre as plantas o faz tão somente para invalidar o argumento sobre a senciência dos animais não-humanos. Até parece que são pessoas sensíveis à causa, mas não são não. Então, como discutir sobre plantas com pessoas que não entendem o sofrimento dos outros animais? Ainda que pertinente a afirmação de que as plantas sentem também, quem já abraçou a causa animal, com certeza arranjaria modos de discutir isso e abraçaria a defesa das plantas. E ainda há aqueles que perguntam se a vida do animal não-humano é mais importante do que a de um animal humano, indignados... Essas perguntas são frutos apenas de um individualismo e limitação da compaixão. E eu pergunto, são vocês sensíveis a outros humanos, pra início de conversa.